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Antes

• Observe a temperatura ambiente. Sempre que possível, evite realizar atividades quando a temperatura ultrapassar os 24°C. Quando a temperatura estiver próxima desse limite, procure treinar em locais com bastante sombra e leve água para resfriar o cão sempre que necessário. No regulamento geral da LBCANIS existe uma tabela relacionando temperatura e distância máxima recomendada para a prática esportiva.

• Verifique a temperatura do piso onde o cão irá realizar a atividade. Um método simples é colocar a mão sobre a superfície por aproximadamente 10 segundos. Se estiver desconfortável para você, provavelmente estará desconfortável para o cão também. Lembre-se de que as patas permanecem em contato direto com o solo durante toda a atividade.

• Evite realizar atividade física logo após as refeições. O exercício com o estômago cheio aumenta significativamente o risco de torção gástrica, uma emergência veterinária grave que exige atendimento imediato e, na maioria dos casos, intervenção cirúrgica. Eu, Willian Oliveira, mantenho meus cães em jejum de aproximadamente 12 horas antes dos treinos.

• A ingestão de água durante a atividade também merece atenção. Eu normalmente não ofereço água durante os treinos dos meus cães. Quando isso se torna necessário, prefiro controlar a quantidade ingerida e oferecer pequenas quantidades por vez. Cada cão é um indivíduo, e o manejo deve levar em consideração fatores como temperatura, intensidade do exercício e características do animal.

• Evite treinar cães que estejam se alimentando mal ou apresentando alterações no apetite. Isso pode ser consequência do calor, do estresse ou até mesmo de algum problema de saúde que ainda não foi identificado.

• Atenção especial aos cães diabéticos. A alimentação, a dosagem de insulina e o treinamento precisam estar alinhados. Qualquer ajuste deve ser realizado com acompanhamento veterinário. Normalmente, o responsável pelo cão já possui orientações específicas para a prática de atividade física.

• Atenção às raças braquicefálicas (cães de focinho curto). Esses animais possuem maior dificuldade para dissipar calor através da respiração, aumentando o risco de superaquecimento durante o exercício.

• Certifique-se de que o cão esteja com as vacinas em dia e em boas condições de saúde para a prática de atividades ao ar livre. A prevenção continua sendo uma das melhores formas de proteger a saúde do seu companheiro.

Nenhum treino é tão importante a ponto de colocar a saúde do cão em risco. Se houver dúvida, reduza a intensidade, adapte o treino ou simplesmente descanse.

Por fim, as informações apresentadas aqui têm caráter educativo e refletem minha experiência prática no esporte. Cada cão é um indivíduo e pode apresentar necessidades específicas. Sempre consulte um médico-veterinário antes de iniciar ou modificar qualquer programa de treinamento, alimentação, suplementação ou manejo relacionado à saúde do seu cão.

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